Chungha dá um tempo nas farofas pros gays com a midtempo rock “X”

A continua jornada de Chungha rumo ao título de dinda das gays deu um tempo no último pré-release do “Querencia”, “X”. Ao invés de um farofão para bater cabelo e fazer carão como uma grande gostosa, Chungha está numa vibe mais introspectiva cantando um baladão de bêbada:

“X” é o baladão de fim de outono que não é aquela coisa tão letárgica quanto uma música de inverno mas também não é um power ballad que vai ficar para a história do K-pop (Ou de alguém fora da fanbase dela, pelo menos). A música tem aquela coisa meio familiar de rock mais lento e sofrido, quando a garrafa de vinho está no fim e você bota aquelas músicas de fim de rolê para dar aquela respirada (Ou estragada) final antes de você dormir (Ou vomitar na privada, depende do quanto você tacou o foda-se). É uma coisa meio inédita vindo da Chungha, mas faz parte da construção da imagem de diva pop botar um baladão para o LGBT dar aquela sofridinha ouvindo.

No geral acho “X” uma boa música. Acho que ela cumpre bem com o papel de ser uma faixa mais emotiva, o instrumental tem mais pulso que uma baladinha habitual coreana e os vocais da Chungha combinam muito bem. Gostei muito do refrão dar uma sutil explodida, mostrando que a faixa tem um pico onde eu posso cantar junto e chorar agarrado em um travesseiro. O ponto é que, diferente das farofas anteriores, “X” é mais uma música de momentos, onde ela funciona em momentos em que você está mais reflexiva no seu canto mas é meio difícil de lidar para lavar uma louça, por exemplo. De resto, “X” é uma boa quebra para os batidões já revelados no Querencia, desacelera as coisas e deixa a gente descansar e nos preparar para o que está por vir no full album.

O MV é basicamente ela sendo uma gigante na cidade conceitual, o que ficou bonitinho de assistir umas duas vezes e tá ótimo. Como não tenho muito o que comentar sobre o vídeo, vamos direto para tracklist que achei muito mais interessante:

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A Chungha quase derrubando a internet com a tracklist de 21 músicas foi um grande evento até a própria confirmar que são 16 faixas e o resto é encheção de linguiça da MNH, mas a empresa insiste em falar que tem 21 arquivos .mp3 gravados nesse CD. O óbvio é que esses sides aí sejam intros/interlúdios (Assim como a última faixa deve ser uma outro”, e que essas faixas de 1 minuto provavelmente já foram reveladas em vídeos conceituais que ela soltou durante a era:

O side “Noble” deve vir quando ela começar as promoções do full album/da faixa principal e é isso. Outra peculiaridade é essa tracklist “dividida” em 4 EPs, dando a entender que cada um desses sides tem uma sonoridade específica: “Savage” é o lado madrinha das gays que a Chungha vai fazer acontecer custe o que custar (E se depender de gays como eu isso vai rolar SIM), “Unknown” é onde a Chungha rebola em cima da cultura alheia viaja pelo mundo explorando diversos países em suas músicas, “Pleasures” é o lado baladão de corna e “Noble” segue uma incógnita (Tem gente apostando que vem aí muito synth oitentista então eu posso contar que serão 4 covers de Initial S vindo para me alimentar). Os aúdios desses “concept clip” pouco tem a ver com a ideia, mas eu não estava esperando a transição Chromatica II/911 saindo da Chungha mesmo (Ela fez melhor, emulando aqueles interlúdios esquizofrênicos que Ayumi Hamasaki costumava botar sem nenhum objetivo em seus álbuns).

7 comentários em “Chungha dá um tempo nas farofas pros gays com a midtempo rock “X””

    1. Quem acompanha a carreira fielmente da Chungha sabe que X não foi novidade nenhuma. Ela tem OSTs excelentes para quem gosta desse tipo de música como eu, At The end, Loveship, my love, It’s you. X é tudo menos algo inédito na carreira dela, eu só não gostei da música justamente por ser uma balada bem inferior as citadas anteriormente.

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  1. Eu achei que viria a nova gotta go e até que foi uma surpresa boa quando ouvi. Essa música foi produzida pelo grupo The Black Keys e é exatamente o som deles, eu sou suspeito pra falar pois amo baladas sem graça então ela fez pra mim que sou fã !

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